Livros de 2009

(253) A GALÁXIA DE GUTENBERG – Marshall McLuham (26/01/09)

Há livros que precisam ser relidos, seja porque o momento não foi oportuno ou, como foi o caso desse exemplo, porque não tive conhecimentos suficiente para absorvê-lo devidamente: A Galáxia de Gutenberg desceu quadrado. Achei a leitura muito interessante, porém densa e abstrata. O que não me impediu de tirar algum proveito, aliás o livro está todo sublinhado a lápis.

No geral, o autor discorre sobre a relação do ser humano com a palavra escrita, e como esses dois elementos se auto-modificaram. Não foi apenas nossa cognição que permitiu o uso da linguagem, esta também mudou nossa cognição e, portanto, nossa maneira de enxergar o mundo, “porque o alfabeto não pode ser apenas assimilado, ele chega para modificar, liquidar ou reduzir.” P.82

Por exemplo, no filme O Nome da Rosa, vemos os monges copistas imersos em seus trabalhos no mais absoluto silêncio, e geralmente é assim mesmo que imaginamos, mas na verdade havia um murmúrio constante nesses lugares, porque na Idade Média a assimilação de um manuscrito ocorria de forma diversa do que a tipografia possibilitou:

“Quando um copista moderno levanta os olhos do manuscrito que tem à sua frente a fim de escrever, leva em seu espírito uma reminescência visual do que viu. O que o escriba medieval levava consigo era uma lembrança auditiva e, provavelmente, em muitos casos, a lembrança de uma só palavra de cada vez. (…) Ler em silêncio era uma aberração tão incomum que Santo Agostinho chegou a falar dela em suas Confissões 5,3, sobre a capacidade de Ambrósio quanto a isso: “Mas quando ele lia seus olhos deslizavam pelas páginas e seu coração procurava o sentido, mas a voz e a língua ficavam em repouso.” (p.136)

“À medida que a prensa tipográfica de Gutenberg foi enchendo o mundo, apagava-se a voz humana. Os homens começaram a ler em silencio e passivamente como consumidores. A arquitetura e a escultura secaram também.” P.337

Outra observação interessante:

“É necessário compreender que as pessoas não-alfabetizadas se identificam muito mais intimamente com o mundo em que vivem do que as alfabetizadas. Quanto mais alfabetizadas, tanto mais tendem as pessoas a ficar desligadas do mundo em que vivem.” P.116

Uma citação de um tal Aretino na página 265:

“Que outros se preocupem com o estilo e deste modo deixem de ser eles próprios. Sem mestre, sem modelo, sem guia, sem artifício, vou trabalhar e ganhar a minha vida, o meu bem estar e a minha fama. De que mais necessito? Com uma pena de ganso e umas folhas de papel eu me rio do universo.”

Mas, sem dúvida alguma, a que mais gostei foi essa:

“O espírito liberal e altamente letrado e individualista sente-se atormentado pela pressão para que se torne coletivamente orientado. O liberal alfabetizado está convencido de que todos os verdadeiros valores são particulares, pessoais, individuais.” P.219

“O processo civilizatório é essencialmente condicionante”

(254) O Senhor dos Anéis – J. R. R. Tolkien (30/01/09)

(255) O GENE EGOÍSTA – Richard Dawkins (04/03/09)

Richard Dawnkins, com sua prosa envolvente, discorre sobre uma teoria interessante, a de que os organismos não passam de autômatos para que os genes possam sobreviver ao longo das eras. Com a perspicácia que lhe é própria, Dawkins dá inúmeros exemplos (o que torna o livro até um pouco maçante em certo momento) para comprovar suas idéias, que aliás estão longe de terem larga aceitação na comunidade científica (Ernst Mayr, por exemplo, ataca esse rebaixamento que Dawkins dá aos organismos lembrando que a seleção natural age justamente sobre os corpos, e não sobre os genes; ao que parece, o próprio Dawkins teve que se ratificar sobre esse assunto). No fim do livro, o autor apresenta uma idéia ainda mais audaciosa e polêmica, que para alguns chega as raias do ridículo, a de que o mundo das próprias idéias é guiado por leis semelhantes à da seleção natural, ou seja, idéias  “melhores” se propagam mais facilmente através dos cérebros e tem melhores chances de seguirem adiante. Desnecessário dizer que tal idéia lhe deu ainda mais críticas.

Ainda assim, considero Richard leitura essencial para o biólogo atual, principalmente para aqueles (como eu) que às vezes se exasperam com a insistência irritante de Gould em cutucar Darwin.

(256) BLECAUTE – Marcelo R. Paiva (06/03/09)

Embora só tenha lido dois livros dele (o outro é Feliz Ano Velho), posso dizer que gosto da maneira como Marcelo Rubens Paiva escreve. É uma leitura jovem, desprendida, informal, leve. Ao mesmo tempo, é profunda, com personagens emocionais cheios de conflitos internos e fragilidades. Estaria eu exagerando ao compará-lo a Salinger?

Neste livro, um grupo de jovens paulistanos faz uma excursão até uma caverna, mas quando estão lá um riacho que guarda a entrada sobe e eles ficam três ou quatro dias presos, incomunicáveis com o mundo externo. Porém, é quando retornam à civilização que começa a verdadeira aventura, o drama bizarro já repetido em outras histórias, mas que mesmo assim Rubens descreve com originalidade. Abismados, os personagens descobrem que todas as pessoas do mundo estão paralisadas, petrificadas, viraram estátuas. No mercado, nos pontos de ônibus, dentro dos carros, nas calçadas. Lá estão elas, paradas em um momento qualquer, pegas totalmente desprevenidas por algum fenômeno catastrófico e inavisado (mais uma palavra de minha criação). Aos poucos, o mundo lentamente se esquece dos homens e a natureza retorna para tomar o que é seu por direito.

O melhor de tudo é que a trama se passa em São Paulo, algo muito raro para histórias desse gênero. Vemos a Avenida Paulista tomada por prédios em ruína, ouvimos os cães dentro dos milhares de apartamentos latindo por socorro, animais selvagens na Praça da Sé…  Há também circunstâncias que permanecem tão inexplicáveis para nós quanto para os personagens, como o barulho parecido com o de um caça que cortou o céu e a visão de uma velha rindo de escárnio através da porta de um elevador.

Melhor que Eu Sou A Lenda.

(257) A Longa História – Reinaldo S. Neves (22/05/09)

(258) A GUERRA DOS MUNDOS – H. G. Wells (27/05/09)

Não tem jeito, ninguém escreveu ficção-científica como o precursor, o pai do gênero. Eu estava pensando muito nesse livro desde que havia assistido o filme de Tom Cruise em 2005, e finalmente o encontrei, meio escondido numa prateleira da Saraiva. E era uma edição linda.

Uma coisa interessante é que a história não é atemporal. Eu tentei lê-lo imaginando tudo no presente, mas o século XIX está vivo demais nas páginas para se abstrair dele, o que torna a coisa bastante romântica, devo dizer. A história se inicia entre os cenários da Inglaterra rural e chega a Londres sherlockiana. Achei interessante que o narrador da história se impressiona com a lentidão com que as informações foram passadas, principalmente para os moradores da capital, que perceberam tarde demais a gravidade da invasão alienígena.

O livro é muito bom, e embora alguns cenários soem um pouco piegas, Wells conseguiu transmitir a sensação de suspense que vemos atualmente nos melhores filmes do gênero.

(259) A Cabana – William P. Young (25/06/09)

(260) Eu Sou a Lenda – Richard Matheson (27/06/09)

(261) 1984 – George Orwell (29/06/09)

(262) As Raízes Históricas do Conto Maravilhoso (repeteco, ver livro 245, de 2008) – Vladimir Propp (11/07/09)

(263) Identidades Alienígenas – Richard L. Thompson (16/07/09)

(264) O Fim da Evolução – Peter Ward (03/09/09)

(265) VIDA MARAVILHOSA – Stephen Jay Gould (22/10/09)

Continuando o pensamento que iniciei em O Gene Egoísta logo acima, Stephen J. Gould e Richard Dawkins sempre travaram discussões no meio científico quando o assunto era evolução, especialidade de ambos. Esses dois personagens ilustram bem as contradições humanas que dificilmente enxergamos em personagens fictícios, sempre bons ou maus dependendo das circunstâncias. Quero deixar bem claro que estas são opiniões minhas, mas vejo as coisas assim:

Dawkins é depreciado por muitos, pois tem fama de arrogante e pretencioso. Seus olhos de rapina e porte altivo de fato demonstram certo egocentrismo e inflexibilidade. Mesmo assim, ele é um defensor ferrenho de Charles Darwin, que é visto por muitos como ligeiramente ultrapassado. Gould tem um jeito bonachão e simpático, seus livros tem títulos despretenciosos e a leitura é aparentemente mais simples (embora Richard escreva maravilhosamente). Mesmo assim, ele vive a cutucar Darwin em vários pontos.

Gould em uma versão animada para Os Simpsons

Não me entendam mal, eu gosto do Gould (alguns amigos afirmam acidamente que eu gosto de todo mundo). De fato, Richard Dawkins tem pontos que incomodam, como sua mania de defender o ateísmo e praticamente chamar todos os crentes de idiotas, vítimas de algum delírio cerebral genético. Mas na minha opinião Gould também gostava do estrelato, algo que não fica tão evidente diante de seu rostinho de bom moço. Estou tomando como base este livro, Vida Maravilhosa.

O livro é ótimo, leitura obrigatória para quem gosta de evolução. Um resumo completo pode ser visto aqui. Basicamente, Gould defende uma visão não progressista da evolução da vida na Terra. A idéia de que algumas espécies são mais evoluídas (e, portanto, melhores) ficou muito arraigada na psique humana, talvez por culpa de representarmos as filogenias na forma de uma árvore, e por nossa concepção de que o que está em cima é melhor. Longe de ser uma inofensiva guerra de acadêmicos, isso causou efeitos catastróficos diante de uma visão racista das “raças” humanas, levando desde as esterilizações em massa dos EUA até o Holocausto hitleriano.

Mas o que Gould fez foi pegar um pequeno detalhe da teoria de Darwin e, justamente por ser um detalhe, acusar seu autor de não explicá-lo suficientemente, hipoteticamente porque não acreditava muito nele. Acertadamente, Gould descreve o ambiente vitoriano de Darwin, onde a evolução já era muito discutida e a lei do mais forte estava em debate. O clima reacendia a progresso (e decadência), com todas as contradições do colonialismo, da industrialização e de Malthus. Porém, Darwin tinha tanta consciência de que seu livro seria inevitavelmente usado para justificar muitas injustiças que esperou 20 anos para publicá-lo e ainda conservamos um manuscrito para A Origem das Espécies onde ele escreveu na orelha de uma página: “Nunca dizer que uma espécie é melhor que outra.”

O livro de Gould é muito valioso para quem quer estudar evolução de um modo mais profundo, porque trata de um detalhe de suma importância, que foi bastante esquecido por décadas. Mas, sinceramente, não parece que Gould gostava de fazer uma tempestade num copo d’água? Para mim, ele não parece menos agressivo do que Dawkins.

(266) O SEGREDO – Rhonda Byrne (28/10/09)

Falar desse livro é um risco, como em todo assunto polêmico, embora eu não tenha motivos para temer injúrias de uma coisa tão distante quanto minha reputação.

Não vi o documentário, mas muita gente me disse que é um lixo. Quanto ao livro, certamente acredito nele, para horror de alguns chegados meus que se mantém atrás das linhas conservadoras.

Não tem problema, eu gosto mesmo de estudar misticismo, pelo menos é o assunto que mais me faz sentir aquilo que as pessoas costumam chamar de Fé.

A idéia de que a força de vontade é capaz de mover montanhas está presente desde antes do Antigo Testamento. Acredito que O Segredo é a síntese moderna dessa idéia, colocada em pratos limpos, disponível a quem quiser se servir de um jeito moderno e prático.

Que Lei é essa, não sei dizer. O que sei é que Jung já falava sobre sincronicidade, e antes dele Jesus disse Pedi e receberei, e antes dele os textos védicos já apontavam para uma natureza mutável a serviço do homem. Sei que a fé tem um poder extraordinário, capaz de curar câncer. Sei que nosso cérebro acredita no que dizemos para ele, e que sabendo “blefar” bem conseguimos praticamente tudo.

Além disso, a mistura de ciência e misticismo parece ser uma tendência mundial, como tenho percebido em certos pontos isolados, mas que tem feito sucesso. Em Avatar, os cientistas se tornaram crentes provando haver uma Força em Pandora que interconecta todos os seres, e para onde eles vão depois da morte física; em Sherlock Holmes, o primeiro da atual franquia, vemos um ocultista usar de métodos científicos para evocar forças maléficas. No último livro de Dan Brown, O Símbolo Perdido, uma cientista noética parece prestes a provar a existência do mundo espiritual.

Estaremos presenciando os efeitos da Era de Aquário?

(267) SOLIDÃO – Anthony Stor (09/11/09)

Solidão, essa incompreendida.

Sou um cara tímido, e sempre fui, assim tenho experiência para dizer, e desabafar, o quanto sofrem os solitários. Algumas pessoas acham que a solidão é que nos faz sofrer, mas pelo menos no meu caso, o sofrimento maior vinha do esforço conjunto das outras pessoas para me tirar da solidão.

De momo geral somos muito idiotas na adolescência. Eu me sentia bem em ficar sozinho, mas com todos dizendo que o normal era se divertir em bando, saía de vez em quando e tentava buscar prazer em festas e badalações, mas era justamente no meio da galera que eu ficava deprimido! Caso de internação, talvez? Só bem mais tarde, já na faculdade, uma professora de psicologia me fez ver que cada um é cada um, e que não existem tabelas ou rótulos para humanos. Mesmo assim, não me arrependo de ter sido tão influenciável na adolescência. Além de inevitável, eu sempre sentia uma inspiração para escrever quando me sentia desajustado, e botava pra fora batendo vigorosamente na minha máquina de escrever, que ainda hoje uso.

Mas quisera ter lido Solidão nessa época, seria de muito conforto para minhas angústias, como é sempre bom para todo adolescente perceber que não está sozinho em suas neuroses.

Anthony Storr defende os solitários, e por isso já ganhou minha simpatia. Segundo ele, muitos gênios e artistas de talento eram desajustados sociais, que preferiam viver no isolamento.

Analisando solitários de todos os tempos, ele revela que “a capacidade imaginativa tende a se tornar particularmente desenvolvida nos indivíduos talentosos que passaram infância relativamente solitária” p.149

Em várias partes me lembrei de mim mesmo, e em muitos momentos ri, porque parecia estar ouvindo uma descrição quase irônica do meu desenvolvimento. Por exemplo, na página 160 Anthony diz que “na vida adulta, a criança atenta, excessivamente ansiosa, torna-se ouvinte para quem os outros se voltam, mas que não forma relacionamentos recíprocos em termos de igualdade no que diz respeito à auto-revelação mútua”.

Embora hoje eu me considere uma criatura relativamente sociável, meu gosto pela solidão não diminuiu com o tempo, pelo contrário, a cada dia sinto mais prazer nos momentos em que fico sozinho. Isso é muito difícil para outras pessoas aceitarem, principalmente minha namorada. Aliás, se existe alguém que nunca está nos planos de um solitário, principalmente se for meio nerd, é a namorada ou namorado. Já tenho dois anos e meio de namoro e me acostumei tanto com a solidão que às vezes sinto uma espécie de fissão: olho para minha namorada e penso que o Ricardo que está com ela não é o verdadeiro, que existem dois Ricardos, o que está com ela é de alguma forma artificial, enquanto o verdadeiro jamais poderá ter o prazer de uma companhia humana. Sinto como se ele estivesse lá no fundo, esperando a solidão para emergir.

Storr explica que muitas crianças solitárias sentem a necessidade de ficarem sozinhas para expressarem seu eu verdadeiro, já que na companhia dos pais sentem a imposição de serem quem eles esperam que ela seja. Será que isso aconteceu comigo?

Ainda pretendo fazer um resumo completo desse livro e postá-lo no blog, mas me falta tempo.

(268) A Incrível Viagem de Shackleton – Alfred Lansing (22/11/09)

Excelente livro para quem gosta de aventura. Totalmente baseado em fatos reais, narra uma viagem para a Antártica que quase terminou em tragédia depois que o navio de exploradores encalhou e foi destruído por uma placa de gelo e seus tripulantes tiveram que viajar a pé por quase seis meses sobre o continente gelado, enfrentando situações extremas de sobrevivência.  Isso em 1914! Alfred Lansing reconstruiu a aventura épica baseado nos diários e relatos dos sobreviventes, de modo que a narrativa está cheia de detalhes, tanto da aventura em si quanto dos homens que participaram dela, seus medos e ansiedades.

Em algumas partes, o medo se tornava um terror paralisante, como num momento onde todos estavam sobre uma placa de gelo que se partiu. Sem saber a extensão dos danos, não havia modo de imaginar se o centro de gravidade havia mudado com a rachadura e se no instante seguinte todos seriam atirados ao mar gélido numa inclinação abrupta:

“Devido a seu tamanho, o iceberg onde estavam andava mais lentamente do que o resto do banco, que se chocava contra ele e o golpeava de todos os lados, enquanto vagas imensas o minavam, desgastando suas beiradas. Periodicamente, fragmentos se soltavam de um dos lados e outros eram arrancados por fragmentos de banquisa atirados contra o iceberg pelo mar. A cada impacto, o iceberg estremecia assustadoramente.

Era precisamente a situação que Shackleton temia desde que o balanço do mar surgira no Acampamento Paciência. O iceberg se desfazia debaixo de seus pés e podia partir-se ou virar de cabeça para baixo a qualquer momento. Apesar disso, lançar os barcos ao mar teria sido uma loucura. Seriam despedaçados em questão de minutos.

A cena exercia sobre eles um tipo de satisfação horrenda. Os homens observavam, tensos e ao mesmo tempo conscientes de que no momento seguinte poderiam ser atirados ao mar e esmagados, se afogar ou então flutuar até que a centelha da vida se enregelasse em seus corpos. Ainda assim, a grandeza do espetáculo que contemplavam era inegável.

Ao vê-lo, muitos tentaram traduzir seus sentimentos por escrito, mas não conseguiram achar as palavras adequadas.” P.194

Há também momentos engraçados, como a tentativa de aplacar o desejo de fumar queimando o solado das botas nos cachimbos ou, pior ainda, quanto aos roncos dos companheiros que não deixavam ninguém dormir:

“Wild inventou um truque engenhoso para a cura dos roncadores crônicos. Lees, que perturba constantemente a paz do nosso sono com seu violento ronco habitual, foi o primeiro a ser submetido à experiência. Um cabo é amarrado a seu braço e passa por uma série de ilhoses por cima das camas até perto [de Wild]. Quando o ronco perturba os homens que estão dormindo, eles puxam vigorosamente o cabo – como fariam para deter um bonde. Pode ser que funcione para frear bondes, mas Lees é incorrigível e mar reage a nossos repelões. Alguém já sugeriu que o cabo fosse amarrado em torno do seu pescoço. Tenho certeza de que não faltaria quem se dispusesse a puxar com toda a força.” (p.264)

(269) Planeta Sem Retorno – Paul Anderson (05/12/09)

(270) O SÍMBOLO PERDIDO – Dan Brown (28/12/09)

Não achei a história melhor do que O Código Da Vinci ou mesmo Anjos e Demônios, talvez por meu desinteresse quanto à maçonaria. Mesmo assim o livro prende da primeira à última página. Além disso, é inegável que Robert Langdon aparece aqui em seu apogeu, sem dúvida Dan Brown teve dessa vez a consciência de que o estaria mostrando ao mundo e fez questão de caprichar, mas sem exageros. Sem dúvida, está entre meus personagens favoritos.